Press "Enter" to skip to content

Conheça as principais características do ensino superior brasileiro!

A falta de igualitarismo do sistema vem, em primeiro lugar, do fenômeno da tesoura entre o nível do ensino médio e o ensino superior. De um lado, as melhores escolas secundárias brasileiras, particulares e pagas, recebem crianças de classes abastadas. A educação pública primária e secundária, livre mas de menor qualidade, recebe o público menos favorecido socialmente.

No superior, é o oposto. As melhores instituições, as 62 universidades federais e as principais universidades estaduais (São Paulo) são gratuitas, mas seus lugares são de confiança dos melhores alunos do setor privado, enquanto os estudantes provenientes de escolas secundárias públicas costumam recorrer ao ensino superior.

Universidades ou instituições privadas

Existe também um número significativo de instituições denominacionais de ensino superior. Além disso, ainda não há um programa nacional dedicado à moradia estudantil, embora as maiores universidades construam suas próprias residências.

Nos últimos quinze anos, no entanto, o Brasil tem procurado facilitar o acesso ao ensino superior por meio de programas de bolsas de estudo e tutoria para incentivar mais diversidade étnica, cultural e social, e até mesmo com medidas de discriminação positiva para a população. de ascendência africana.

Outra medida de democratização está ocorrendo: enquanto, tradicionalmente, a entrada na universidade é condicionada pela aprovação de um exame específico para cada instituição chamado “vestibular”, o governo federal incentiva o reconhecimento de um exame. final nacional do ensino secundário chamado “Enem”, que 7 milhões de candidatos passaram em 2013.

Os cursos de engenharia atendem às necessidades do mercado?

Em termos de qualidade de treinamento e tópicos, sim. No entanto, o ensino superior brasileiro responde por apenas um terço das necessidades de engenharia expressas por seu mercado de trabalho. A consequência positiva é que os graduados são rapidamente absorvidos pelo mercado com salários atraentes.

Mas poucos engenheiros buscam estudos científicos, reduzindo o número de equipes dedicadas à pesquisa aplicada e à inovação.

Quais são os setores de crescimento em termos de empregos para jovens engenheiros?

Todos os setores estão em demanda de engenheiros. As prioridades estão na indústria do petróleo e, mais amplamente, na energia, na construção civil, nos transportes, nas TIC e na indústria em geral.

Como a França se posiciona em termos de intercâmbio acadêmico com o Brasil?

A França está se posicionando muito bem, graças à solidez dos programas, ao envolvimento de todos os atores, especialmente das instituições, e com o apoio dos serviços do Estado no Brasil e nos ministérios. Temos orgulho de manter a mais antiga tradição de cooperação acadêmica e treinamento com o Brasil desde o século XIX.

Intercâmbio acadêmico

Por exemplo, em 2014, a maior universidade da América Latina, a Universidade de São Paulo (USP), celebrará seu 80º aniversário com a participação da França, que contribuiu para a ascensão da USP desde a sua criação as famosas “missões universitárias francesas”.

Mais perto de casa, é com a França que o Brasil criou seu primeiro programa do sisu de cooperação acadêmica e científica internacional, em 1978, a Capes-Cofecub, que permitiu treinar mais de 2.000 doutores em 800 projetos de pesquisa e dos quais Vamos celebrar o 35º aniversário em novembro de 2014.

Mais perto ainda, o programa de formação conjunta de engenheiros da Brafitec – do qual a UTC também é uma grande parceira, pois hospeda dezenas de estudantes brasileiros de engenharia todos os anos e envia seus alunos para treinar no Brasil com o apoio Ministérios das Relações Exteriores e Ensino Superior e Pesquisa.

Essa mobilidade nos dois sentidos é um sinal da qualidade do treinamento e da garantia de futuras parcerias universitárias ou econômicas. Mais uma vez este ano, a França receberá mais de 1.000 bolsistas de engenharia e enviará cerca de 300 de seus alunos para o Brasil, tornando o Brafitec o maior programa de mobilidade supervisionada de nossos dois países.

A França é o principal parceiro de pesquisa e mobilidade da Europa com o Brasil. Na cooperação universitária e na tecnologia, estamos sempre buscando melhorias, novos dispositivos, criando novos programas dedicados à inovação (CIFRE) ou o treinamento completo dos futuros mestres brasileiros.